Edições Toró

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Entrevistas - Educação de Jovens e Adultos - Allan da Rosa

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“O mundo da EJA tem um quintal entre o falado e o escrito”

Por Redação do Observatório da Educação
Leia entrevista com Allan da Rosa, integrante do grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros, poeta, dramaturgo aprendiz e organizador do selo Edições Toró - Literatura Periférica. É historiador e mestre em educação pela Faculdade de Educação da USP, autor da dissertação “Imaginário, Corpo e Caneta: Matriz Afro-brasileira em Educação de Jovens e Adultos”, defendida neste ano.

 

OE – Em texto de divulgação da sua pesquisa publicado no site da Edições Toró, você começa contando sua vida escolar e sua experiência com as letras fora do espaço escolar. Então, é assim que gostaria de começar a entrevista: conta um pouco de sua vida vivida na escola e nas letras e como essas vidas influenciaram sua pesquisa e escolha de tema.
Allan – A vida escolar foi influenciando até como referência negativa, de pouca leitura na escola. O que mais influenciou mesmo foi o trabalho com Educaçao de Jovens e Adultos (EJA) quando comecei a dar aulas no cursinho do Núcleo de Consciência Negra, onde estudei para passar no Vestibular em 1998 e passei a trabalhar com EJA em 2001.
Trabalhar com matriz africana, levando materiais, elementos vivos da nossa memória afrobrasileira para a escola, veio a partir da vivência fora da escola, nas rodas, terreiros e com memórias caseiras funcionando. O trabalho com a matriz em EJA é particularmente uma praia entre o oral e o escrito. Os alunos vêm com esse arsenal oral e se deparam com o mundo da escrita, uma porta que esperam abrir com mais traquejo. O mundo da EJA tem um quintal entre o falado e o escrito, o ouvido e o lido. Às vezes, muito pouco lido. A gente se surpreende, o pessoal que está na EJA às vezes escreve muito, derrama quantidade e também qualidade textual.

OE – Quais seus achados no imaginário, corpo e caneta?

Allan – Só fui fazer mestrado porque acredito na linha de estudos em que procurei entrar, a do imaginário, que segue a teoria do imaginário e mostra a hipótese da gente entender o imaginário fortalecido em todo corpo, a mente como parte do corpo e vice-versa. Imaginário como algo que está entrosado com o que a gente come, com o que a gente olha, com o que a gente sua. O imaginário é o corpo e está no corpo. É o nosso corpo que alimenta o imaginário e o imaginário que alimenta o nosso corpo. Quando nosso imaginário está na lama, seja da mídia graúda ou da escola, que continua rebatendo toneladas de preconceito em cima da gente, esse nosso imaginário vai sendo soterrado por uma areia podre.
Então, temos essas resistências que não vivem só retraídas, mas que trazem anunciação também. A matriz afrobrasileira tem no seu imaginário formas muito valorosas de pensar relações de gênero, relações ecológicas, econômicas, relações com a arte, com o tempo. Não se trata de idealizar e achar que a matriz afrobrasileira apresenta um mundo perfeito. Mas como ela ficou à margem e dentro, gingando entre o oficial e o marginal, ela apresenta ainda alternativas que devem ser entendidas. E esse entendimento não vai brotar do prisma oficial de sempre, que só oferece estereótipos. 
Antes de cair na armadilha de achar que é um ganho estar representado na novela ou no outdoor, precisamos entender: quando a gente fala de matriz brasileira está falando de quê? Aí vamos procurar os fundamentos e ver como esses fundamentos surgem ou são omitidos, estes que não foram desenvolvidos na escola, porque meu povo não teve acesso à escola, mas que foram se dando nas comunidades, lidando com um conhecimento profundo e prático, que não deixa de ser teórico, vindo de uma intelectualidade que está ativa no seu próprio chão.
Então, quais são as matrizes da cultura negra brasileira, como isso pode alimentar processos de EJA, de educação infantil ou a arquitetura de uma mídia melhor? Para responder fui estudar o imaginário, porque ele não é algo etéreo, que fica numa nuvem dentro da cabeça. O imaginário está em cada poro do corpo, em cada gesto, que se relaciona com o movimento, com a criatividade, com as nossas mitologias e com rituais. Ou nos atos mais cotidianos de abrir uma porta, levar os filhos na escola, abraçar, cozinhar, vestir, narrar, banhar, brincar... todos os atos cotidianos, os que nos alegram e nos decepcionam, eles têm um entrosamento com o que a gente chama de linhagem do imaginário, apresentam a possibilidade de ser entendidos melhor se a gente atentar para a linhagem do imaginário.

OE – Sua pesquisa parte da reflexão sobre “como pode a matriz afrobrasileira alimentar o processo de Educação de Jovens e Adultos”. Para usar suas palavras, quais são os “cachos de dúvidas e de chamas” que brotaram dessa reflexão?
Allan – Os principais foram: como trabalhar culturas que não nasceram na escola e como elas vão se relacionar com a rigidez, com a avaliação obrigatória, presença obrigatória, com a concepção de que as disciplinas são tão distantes uma das outras. As principais dúvidas foram essas: como essa matriz afrobrasileira, que não floresceu na escola, pode continuar com suas cores vivas dentro da escola, para todas as pessoas que freqüentam a escola.
E as chamas foram essas, descobrir que pessoas têm muito forte traumas que as afastam do reconhecimento da cultura afrobrasileira, que muitas vezes está nelas, ou que também têm um apreço muito grande esperando só uma coceirinha para transbordar e inundar de beleza a sala de aula.
Quais são esses fundamentos em que a cultura negra tanto se baseia? Ancestralidade, desenvolvimento da força vital (que é o Axé), intelectualidade vinculada à sua comunidade, jogo, segredo, iniciação, troca, ritmo, territorialidade, luta, teatralidade, o poder da aparência - o estilo na cultura negra é muito importante, traz uma noção de sensibilidade, de corpo no pensamento. São algumas das noções que a gente não pode perder se está trabalhando a matriz afrobrasileira.
E pior do que não trabalhar cultura afrobrasileira na escola é trabalhar superficialmente, sem pesquisa, sem atentar pro conhecimento que floresce em qualquer grupo que se afirme como afrobrasileiro. Uma das grandes dúvidas: como trazer algo que tem uma disciplina, uma relação com o tempo, mas que não é necessariamente a mesma relação com o tempo que a gente tem no cronômetro escolar?

OE – Você diz ter vindo de outras paisagens para a educação. Fale um pouco disso, de como essas paisagens, as construções distintas de sentidos, se arranjaram no processo de pesquisa?
Allan – Tive diferentes linhas de abastecimento do meu espírito e da minha mão: li teóricos como guia e coloquei seus pensamentos para frutificar juntos, na tecelagem da minha proposta em sala de aula, antes da confecçao da dissertação de mestrado e depois durante a escrita dela. Mas tão importante para essa lida é meu trabalho como integrante do movimento de literatura da periferia de São Paulo, que tem algumas marcas e uma delas é gingar entre a oralidade e a escrita.
É necessário o entendimento de como a gente estrutura o pensamento na oralidade e na escrita, e de como a gente estrutura o pensamento quando usa a oralidade numa sociedade regida pela escrita. É muito importante entender as diferenças dessas estruturas de pensamento para relacionar uma com a outra. Para não achar que a oralidade na escrita é simplesmente pegar uma gíria e botar no papel.
Precisamos entender a forma de abordar o mundo, de desenvolver a consciência, através da palavra falada, e de sentir o mundo e estudar a si mesmo através da escrita, para conseguir brincar nesse quintal, se alimentar dessa árvore. E atentar para os diferentes momentos em que esses universos se namoram e se entrelaçam, para outros momentos em que eles só se resvalam e pra outros em que nem se pareiam.
Por isso, as linhas de pensamento importantíssimas para mim nesses estudos não foram apenas as que me dediquei horas na biblioteca, prazerosas também, mas também essa vivência no mundo da literatura periférica paulistana, confeccionando livros com a intenção de serem obras de artes plásticas, escrevendo poesias, contos e peças de teatro, irmanado diariamente com o cantar da capoeira, com o versar da Cooperifa, com a leitura de livros e folhetos feita pelos meus irmãos da quebrada, com os programas de rádio-literatura e de entrevistas que a gente fez: tudo isso foi essencial em cada célula do meu mestrado. Sabendo que a gente deve estar cabreiro com a teoria que não sobe ladeira, que não sua e não desafia o dia-a-dia com a coletividade, mas que também não deve mergulhar num discurso de prática esbaforida que não pesquisa, que não se abastece de pensamentos preciosos, pra não cair na tocaia de ser ativista que reproduz muito do que esse sistema escravista e capitalista mais porco faz, em suas estruturas, justamente porque não desenvolve seu pensamento botando a teoria fera para dançar com ele.

OE – Frente a todos esses desafios, qual é a importância de se ocupar espaços como a Universidade?
Allan – Concordo que nem todas as pessoas devem se sentir obrigadas a ir à Universidade, pra desenvolver conhecimento e matutação com dendê, pra ferver o sabor do saber, mas todas têm que ter acesso a ela, o que significa também acesso a uma idéia melhor do que é universidade. Entendo que é muito importante a gente entrar na universidade, nós negros brasileiros, indígenas, migrantes que vieram para a cidade grande, porque a gente pode, com rigor teórico e com sensibilidade e leveza, na luta, colocar todo mundo para cirandar junto com nossas matrizes.
Não adiantaria a gente entrar e continuar considerando a universidade como lugar de conhecimento que deve ser daquele jeito, frio, gelado - elas estão mais para velório e necrotério do que para fonte do saber. Acho muito importante fazer na pós-graduação realmente um jogo de troca, não só de assimilação. No meu caso foi muito importante estar ligadíssimo a uma vivência na comunidade, interado, integrado e criativo no movimento, para trazer essa sensibilidade para dialogar com a universidade. Sem achar que é o saber da comunidade que deve reinar, ou o contrário. Nossa universidade ainda segue demais o paradigma eurocêntrico, que já está ressecado como forma de apreensão da magia da vida, da beleza da vida. Escolhendo ou isso ou aquilo, excluindo pelo chicote da oposição e não chamando pra trançar; empenhado num desenvolvimento de ciência que domina mas que não pareia, que muitas vezes não acolhe e não abre ao afeto e ao imprevisto.
É muito importante que a gente entre, mas tenha uma noção de procurar pessoas que estão estudando isso há tempos, seja na maestria das comunidades, no suor de cada dia na rua ou teóricos muito importantes como Leda Maria Martins, Muniz Sodré, Ronilda Yakemi Ribeiro, pessoas que estão estudando e que são também atuantes nas comunidades negras, mas que nem por isso só as idealizaram ou acharam que a universidade é o pior lugar do mundo.
E que nossas dissertações e teses não tenham aquele gosto insosso de maçaneta quebrada, mas que no texto conjuguem o saber à sensibilidade, às linguagens que, livres pra criar imagens e curvas, não percam a base do rigor teórico, da pesquisa fundamentada.

OE – A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR lançou recentemente o plano nacional de implementação da Lei 10.639. Como avalia lançamento e implementação?
Allan - Descobri contigo que hoje, justo no 13 de maio, estão lançando um plano nacional cabuloso para a implementação da Lei 10.639. Mas já antes aprendi que muito mais importante que o 13 de maio foi o 14 de maio, o 15 e o 16... O mesmo penso sobre o 13 de maio de 2009. Se hoje vai ser importante ou não, a gente depende de como vai ativar o 14 e o 15 de maio.

27/5/2009

 

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Entrevista concedida em 14/05/09 para o Observatório da Educaçao e foi publicada no Via Política

 

 

Contato

Para trocas de idéias, trabalhos ou aquisição de livros:

edicoestoro@yahoo.com.br

AGENDA DA TORÓ - apresentações, debates, palestras e oficinas

CENTENÁRIO: Abdias Nascimento
De 08.11 a 26.11 de 2014
Biblioteca Mario de Andrade - Rua da Consolação, nº 94, Centro (prox. ao Metrô Anhangabaú)
Seminários, mesas-redondas, recitais, oficinas, artes plásticas, filmes e intervenções cênicas.
Curadoria: Allan da Rosa & Ruivo Lopes
Produção: Ayo Produções
Apoio: Ocupação São João & Bloco Afro Ilú Obá de Min & Teatro Studio Heleny Guariba



CENTENÁRIO: Carolina Maria de Jesus
De 04.10 a 25.10 de 2014
Biblioteca Mario de Andrade - Rua da Consolação, nº 94, Centro (prox. ao Metrô Anhangabaú)
Seminários, mesas-redondas, recitais, oficinas, artes plásticas, filmes e intervenções cênicas.
Curadoria: Allan da Rosa & Ruivo Lopes
Produção: Ayo Produções
Apoio: Ocupação São João e Comunidade Mauá




Curso
"“De Teto e de Afeto: Estética, Moradia e Resistência"
De 03.MAI a 31.MAI de 2014, das
14h às 17h
Na Espaço Clariô: Rua Santa Luzia, 96 (próximo ao Largo do Taboão, em Taboão da Serra/SP)



Lançamento de "Pedagoginga, Autonomia e Mocambagem, o livro"

05.SET.13 - Na Ação Educativa | 19h00 às 22h00
Rua General Jardim, 160 - Vila Buarque/SP
Debate-papo: "Samba, Território e Geografia", com Maria Helena (Embaixatriz do Samba de SP, Velha Guarda de Vila Brasilândia) e Billy Malachias (Geógrafo e Educador)
Roda de Samba Paulista, com povo do Projeto Nosso Samba & Sambautêntico


09.SET13 - Sarau Do Binho, no Teatro Clariô
20h00 às 23h00
Rua Santa Luzia, 96 - Taboão da Serra/SP

17.SET13 - 3º Seminário Brasileiro de Poéticas Orais
Porto Alegre - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Poética Orais - site


 "As Tranças do Verbo – Namoros e Tretas entre Oralidade e Escrita"
Oficinas com Allan da Rosa
05 a 07/JUN/2013, das
14 às 18 horas
Sala 7 da Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Rua General Labatut, 27 – Barris, Salvador/BA

Escrita em Trânsito - 2ª Edição



POESIA, FLECHA E NINHO
Akins Kinte e Allan da Rosa empinam poemas, mandam linhas de cór, de página e de repente
24/MAI/13 - 19h às 20h
No Memorial da América Latina, Barra Funda/SP - Portão 08



“Beiradas de São Paulo: Literatura e Mocambagem”
Palestra com Allan da Rosa
03/MAI/2013 às 18h15
Seminário "Third World First - The Social Boom In Brazil’s Literary Cultures"
Brown University - Providence/Rhode Island, EUA



Lançamento do Livro/CD: "A Calimba e a Flauta" de Allan da Rosa & Priscila Preta
SAB 27/OUT, às 20h00
Espaço Clariô (Abrindo a IV Mostra de Teatro do Gueto)
Rua Sta. Luzia, 96 - Taboão da Serra (próx. ao Largo do Taboão -  final da Av. Fco. Morato)

SEG 29/OUT, às 19h00
Galeria Olido - Espaço Vitrine da Dança
Av. São João, 473 - Térreo - Centro de São Paulo


Estréia do programa de rádio: "À Beira da Palavra"
todos os SAB, ÀS 14h00
Rádio USP FM - 93,7


“Pedagoginga, Autonomia e Mocambagem”, com Allan da Rosa
SEG 23/04/2012, ÀS 14hs30
Instituto Tomie Ohtake
Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo/SP

 
Palestra: “Pedagoginga: Arte/Educación Independiente em los Márgenes de São Paulo”
SEX 26/03/2012: 19hs –Espacio La Fragua Thomas Sankara, Casa Hankili Africa.
Calle Republica de Cuba, 41. Colônia Centro- Delegación Cuauhtemóc.

 

Debate: “ARTE Y RESISTENCIA DESDE ABAJO: Literatura, pintura, teatro y otras artes y ofícios en los barrios bravos de Brasil y México"
QUI 15/03/12, às 17hs - En Cideci-Unitierra, Camino Real a San Juan Chamula s/n - San Cristóbal de las Casas/Chiapas/México
Con Allan da Rosa – Edições Toró (São Paulo, Brasil), Everardo Pillado – El sótano de los olvidados (Tepito, México),  Luis Arévalo – Centro Cultural Tepito (Tepito, México),  Alejandro Reyes – Radio Zapatista (Chiapas, México) y Xóchitl Leyva Solano (RETOS y RACCACH)


 
“Literatura, Periferia y Fuentes Afrobrasileñas”
QUA 07/03/2012, às 13hs – Universidad del Claustro Sór Juana Inês de la Cruz. Foro r-38, Calle de Sán Jeronimo, 34 - Colonia Centro. DF/Mexico


 
Conferência: “Expressões Verbais de Matriz Afro-brasileira”
QUI 01/03/2012: 13hs às 15hs30
No CELE-UNAM (Centro de Enseñanza de Lenguas Extranjeras-Departamento de Portugues/Universidad Autônoma de Mexico). Auditorio Rosa Castellanos

 

Curso: "Pretices em Cena: Teatralidade, Consciência e Expressão Negra"
SAB 21/01 a 25/02/2012: 14h às 17h30
Na Espaço Clariô: Rua Santa Luzia, 96 – Próximo ao Largo do Taboão, em Taboão da Serra/SP



Oficina “As Tranças do Verbo: Oralidade e Literatura Afro-Brasileira”, com Allan da Rosa

QUA 21/09 às 10h30 – Anfiteatro 1502 da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Modlane (UEM). Maputo/Moçambique


 
Recital e lançamento dos livros “Zagaia” e “Vão”, de Allan da Rosa. No Sarau do Movimento Kupaluxa
SEX 16/09 às 19h – Na Associação dos Escritores de Moçambique (AEMO) – Maputo/Moçambique


 
Recital e lançamento dos livros “Zagaia” e “Vão”, de Allan da Rosa. No Sarau do Movimento “Sem Crítica”
QUI 15/09 às 19h – No Instituto Cultural Moçambique Alemanha (ICMA) – Maputo/Moçambique


 
Projeção de “Vaguei os livros, me sujei com a merda toda” e debate-papo sobre literatura e afro-brasilidades
QUA 14/09 às 10h30 - Na Escola de Comunicação e Artes - Universidade Eduardo Modlane (UEM). Maputo/Moçambique


 
Projeção de “Vaguei os livros, me sujei com a merda toda” e debate-papo sobre literatura e afro-brasilidades
TER 13/09 às 10h30 - Anfiteatro 1502 da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Modlane (UEM). Maputo/Moçambique

 

Projeção de “Vaguei os livros, me sujei com a merda toda” e Debate-papo sobre Literatura Periférica
TER  06/09, às 17h30 - No Centro Cultural Brasil-Mozambique:  Avenida 25 de setembro com Avenida Karl Marx - Maputo, Moçambique.


 
BRASILIDADES AFRICANAS - “Pedagoginga: Arte/Educação nas beiradas de São Paulo” & “Literaturas Moçambicanas nos terreiros educacionais de SP”, com Allan da Rosa e Profª Luana Antunes
SEG 05/09 ÀS 17h30 - No Centro Cultural Brasil-Mozambique:  Avenida 25 de setembro com Avenida Karl Marx - Maputo, Moçambique



Projeção de "À sombra de um delírio verde" e debate-papo com o diretor Cristiano Navarro e Allan da Rosa

SEG 29.08 - No Sarau do Binho. R. Avelino Lemos Jr., 60 (em frente à Uniban) - Campo Limpo | Zona Sul



Debate-papo: "Literatura, Arte e Expressão Negra", com Allan da Rosa
SAB 27.08 - No Sarau da Brasa. Rua Professor Viveiros Raposo, 534, Brasilândia, SP/SP



Oficina "Grafite e Movimento Hip Hop" com Mateus SUBVERSO

SAB - 20.08 às 15h00. No Espaço Cultural Elo da Corrente: Rua Jurubim, 788 - Pirituba

 
Apresentação "Poesia, Atabaque, Mandinga"
QUI - 14.07 às 19h30. Na Ação Educativa: Rua General Jardim, 660 - Centro (próximo ao metrô República ou Sta. Secília)



Curso "Literatura de Cordel: Artimanhas, Finuras e Espessuras dos Romances e Folhetos"
SÁBs - de 02.07 a 30.07 - sempre das 12h30 às 15h30. Na Biblioteca Brito Broca: Av. Mutinga, 1425 - Pirituba



“Pedagogingas: Arte/Educação nas beiradas de São Paulo’ – Apresentação no PENSARTE

SEG 06/06 às 18hs, No Auditório Helenir Suano (Sala 130 - Lab_Arte) da Faculdade de Educação da USP – Avenida da Universidade, 308



Bate-papo entre Allan da Rosa, Francisco D´Alembert (Professor da Faculdade de História/USP) e turma de monitores e formadores do CCJ.
SEG 06/06 às 10hs – No Centro Cultural da Juventude (CCJ). Avenida Dep Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha, SP/SP



Seminário e Apresentações Artísticas “Vozes e Letras Mulheris – Escritoras de Brasil, América Latina e Áfricas”
SEX´s e SAB´s de 03 a 11/06, sempre às 19hs: Na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso Lima: rua Henrique Schaumann, 777, Pinheiros, SP/SP



Recebimento do III Prêmio Carrano de Direitos Humanos e Luta Antimanicomial
SAB 21/05 às 19hs30 – Na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso Lima: rua Henrique Schaumann, 777, Pinheiros, SP/SP



Simpósio Internacional de Literatura, Crítica e Cultura – Allan da Rosa participa da mesa “Literatura e Resistência”
QUA 25/05 às 08hs – No Anfiteatro do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais
Programação




Bate-papo: “Letras Periféricas”, com Paulo Lins, Allan da Rosa, Érica Peçanha e Quack – na Mostra Cutural “Estética da Periferia”
SAB 07/05 às 18hs30 – No SESC Belenzinho, Rua Padre Adelino, 1000 – SP/SP



“Interações Estéticas” - Debate com Allan da Rosa, GOG, Baby Amorim e Numa Ciro pelo Seminário “Estética da Periferia”
QUA 04/05/11 às 14hs – No Pavihão das Culturas Brasileiras, Parque do Ibirapuera, SP/SP



Curso “Teias da expressão, Chamas da Reflexão: Artes Plásticas e Gráficas Africanas e Negro-Brasileiras”


SAB´s de 07/05 a 04/06/2011, sempre das 14hs às 17hs30 – Na Biblioteca Municipal Paulo Duarte: Rua Arsênio Tavolieri, 45, Jabaquara, São Paulo/SP, Brasil



Encontro com Allan da Rosa, pelo programa “O escritor nas bibliotecas”

QUA 27/04, às 14hs: Na Biblioteca Municipal Paulo Duarte: Rua Arsênio Tavolieri, 45, Jabaquara, São Paulo/SP, Brasil



Charla: “Educación, Arte y Política. Impresiones desde la experiencia afrobrasilera”

Con maestros, estudiantes de etnoeducación y más representantes de las poblaciones indígenas e negras
TER 19/04, às 08hs, en La Universidad del Valle - Popayán, Cauca, Colombia



“Literatura Periférica Afro-brasileira”, com estudantes e professores de Português e de Literatura

SEG 18/04, às14hs, en Universidad del Valle – Popayán, Cauca, Colombia



Charla: “Educación Alternativa con Población Afrodescendiente en el Brasil”, con Allan da Rosa (Pedagogo y Escritor)

Invitados: Maestros y bibliotecarios del municipio, miembros de juntas de acción comunal y consejos comunitarios
SAB 16/04, às 14hs, en Auditorio Centro Cultural – Guapi, Cauca, Colombia



Charla: “Literatura y procesos organizativos de La población negra en el Brasil”, con Allan da Rosa (Pedagogo y Escritor)

Invitados: Estudiantes de los pregrados, de lo ciclos complementários de Escuela Normal Superior y Colegios San Jose, San Pedro y San Pablo
SEX 15/04, às 14hs, em Auditorio Colegio San Jose



“Las Trenzas del Verbo: Una historia de la palabrAfro-brasilera” - Charla com Allan da Rosa (Brasil)


QUI 14/04 das 16 às 18hs – Na Pontificia Universidad Javeriana de Cali, em Auditorio Samán – Calle 2009, Cali/Colombia


Conferência “Pensamento do movimento: razão e sensibilidades, arte e ciência na matriz afro-brasileira”

QUA 13/04 às 17hs30 – Na Universidad de Los Andes ( Edifício Santo Domingo SD 806, Calle 21 n° 1-20) , Bogotá D.C. / Colombia


Oficina “As Tranças do Verbo: Uma história da palavra afro-brasileira”

QUA 13/04 das 14 às 17hs – Na Pontificia Universidad Javeriana (Edifício 95, 4° piso, Fumiolto), Bogotá  D.C. / Colombia


Clases de Capoeira Angola, Recital e Taller “Quilombos y Palenques: Histórias, Sentidos e Imaginário”, com Allan da Rosa (Brasil).

DOM a TER, de 10 a 12/04, sempre às 17hs – Na MALOCA Del Teatro Itinerante Del Sol: Vereda el Roble - Villa de Leyva, Boyacá/ Colombia


Sarau da Ademar: “Luta a moradia”, com Projeção de fotos e leitura do livro “Morada” , de Guma e Allan da Rosa

DOM 10/04 às 17hs – No Bar do Rui: Rua Professor Felício Cintra do Prado, 131, Cidade Ademar, São Paulo /SP/Brasil


1º Coloquio sobre Teorías y Literaturas en Latinoamérica y el Caribe

Conversatorio sobre proyectos editoriales independientes , com Edições Toró (São Paulo/Brasil): Literatura Periférica e Arte-Educação nas beiradas & Ediciones San LIbrario (Bogotá/Colombia) & Ediciones Vigia (Cuba): Ayer, hoy y mañana
QUI  07/04, das 15HS50 às 18HS - Na Pontificia Universidad Javeriana  (Prédio Fernando Barón, Sala 509). Bogotá D.C. /Colombia


“As Tranças do Verbo: da saliva à tinta na palavra afro-brasileira’

Apresentação de Allan da Rosa integrando o I Colóquio sobre Teorías y Literaturas em Latinoamerica y el Caribe
QUA 06/04 às 11hs – Na Pontificia Universidad Javeriana  (Prédio Fernando Barón, Sala 509). Bogotá D.C. / Colombia


Allan da Rosa apresenta a poeta e escritora Conceição Evaristo


DOM 27/03, no Programa Entrelinhas, TV Cultura, Canal 02 em São Paulo
(Com reapresentação 31/03, madrugada de quarta pra quinta, à 01hs30)


Aula-vivência sobre Literatura de Cordel

(História, Gêneros, Universos Oralidade/Escrita, Circuito Editorial, Versos, Sons e Vídeos)
SAB 26/03 das 10hs às 16hs- No Grupo Mutungo de Capoeira Angola/ Mestre Zelão. Rua David Canabarro, 130 - Lapa, SP/SP


Curso: "Literatura, Futebol e Negaça" – fintas, impedimentos e soladas das relações étnico-raciais brasileiras
SABs - de 02 a 30.04 das 13h às 16h30.
Na Biblioteca Helena Silveira: Rua Doutor João Batista Reimão, 146 (Atrás do Terminal Campo Limpo)

 

Leituras e debate-papo com Allan da Rosa, pela Semana de Hip Hop de São Paulo.

SAB 19/03 das 11hs às 12hs30 - Na Galeria Olido, Centro - São Paulo/SP

 

Projeção de "Vaguei os livros, me sujei com a merda toda" e Debate com Akins Kinte e Allan da Rosa.
Na Semana da Calourada, promovida pelo Coletivo Malick, Na UfSCar (Universidade Federal de São Carlos)
QUI 17/03 às 19hs - No Auditório da Reitoria, UfSCar, São Carlos/SP

 

Oficina de Capoeira Angola, com Allan da Rosa, no Espaço Clariô
SEG e QUA - a partir do dia 21.02 das 19h às 20h30 - Espaço Clariô - Rua Sta. Luzia - Jd. Sta Luzia - Taboão da Serra (Próximo ao Morro do Cristo e do Extra Taboão da Serra)


Do Jazz ao Jongo - Usina Preta com a Poesia de Akins Kinte, Allan da Rosa e Leandro Valquer
Dom - 30/01/11 - A partir das 14hs - No Bar do Buiú, Rua San Juan, 121 - Parque das Américas (A 5 min da Estação Guapituba) - Mauá/SP

 
Allan da Rosa entrevista Ungulani Ba Ka Khosa, escritor moçambicano

DOM - 26.12 às 21h30, no Programa Entrelinhas, TV Cultura, canal 2, SP
(Reapresentação 30/12: madrugada de quarta para quinta à 1h30)

 
Leitura Dramática da peça "Da Cabula", de Allan da Rosa
Integrando a I Mostra de Teatro Negro, organizada pela Cia Os Crespos
QUA 15/12, às 18h - Na Universidade Zumbi dos Palmares: Rua Santos Dumont, 843 - Metrô Armênia

 
Apresentação do espetáculo de dança: "Licença" & Exibição do documentário: "Nos Tempos da São Bento"
TER 14/12, das 18h às 22h - Na Ação Educativa - Rua General Jardim, 660 - Vila Buarque - Centro - SP/SP (próximo ao Metrô República)

 

VI Seminário “O Negro, o Índio e a Educação: Desconstruindo e construindo olhares”
Mesa com Allan da Rosa e professores do CIEJA Campo Limpo
QUI 02/12 – 15hs – No CDHEP : Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 180 – Capão Redondo, SP/SP - Realização: Centro de Integração e Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Campo Limpo e Centro de Direitos Humanos e Educação Popular (CDHEP)


Projeção de “Vaguei os livros, me sujei com a merda toda”

seguida do Debate-papo “Perspectivas para Educação e Comunicação Popular"”, com Allan da Rosa - Fechando a 1º Mostra de Vídeo Popular de São Carlos
TER 30/11, às 19hs – No Auditório Octávio Damiano da Estação Cultura - Pça. Antônio Prado, s/nº - Centro – São Carlos /SP


Apresentação do espetáculo “Poesia, atabaque e Mandinga”

TER 23/11, às 20hs – No Centro Cultural OI Futuro – R. Visconde de Pirajá, 54 - Ipanema, RJ/RJ


Debate-papo com Allan da Rosa, Baby Amorim (Ilú Obá De Min), Deputado Vicente Cândido e Eduardo Pereira (Presidente da ‘Comissão contra o racismo’ da OAB)

SAB 20/11 - TV Assembléia – NET canais 7 (digital), 13 (analógico) ou para assinantes TVA: canais 66 (analógico) e 185 (digital)


“Corpo Negro, Imagem e Memória”

Debate-papo com Euller Alves (Umoja), Allan da Rosa (Edições Toró) e Gal Martins (Cia Sansacroma), integrando a série “Sinergia em Dança”, que apresenta espetáculos e debates de 18 a 21/11
SAB 20/11, às 16hs30 – No Ninho Sansacroma – Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 248 – Capão Redondo, SP/SP


“Presença Negra e Sociedade Brasileira”

Debate-papo com Jefferson De (Cineasta), Rosana Paulino (Artista Plástica)  e Allan da Rosa (Poeta e Escritor)
Na abertura da Exposição Fotográfica “O lado de lá: Angola, Congo e Benin”, de Ricardo Teles
SAB 20/11, das 11 às 13hs -  Na Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 02 - SP/SP


Debate-papo: “Literatura Negra”,  com Allan da Rosa, Osvaldo de Camargo (Escritor) e Juarez Xavier (Professor da Unicsul)
Encerramento com o Grupo de Dança “Batakerê”
QUI 18/11 – às 19hs – No CDC Tide Setúbal – Rua Mário Dallari, 170 – São Miguel Paulista, SP/SP

 
Debate-papo e Oficina com Allan da Rosa, em Manguinhos, RJ/RJ
SEG 09/11 - Debate-papo: 14h30 às 16h30 e Oficina "As Tranças do Verbo: Uma história da palavra afro-brasileira" das 17h às 20h.
Na Biblioteca-Parque de Manguinhos: Av. Dom Helder Câmara, 1184 - Rio de Janeiro/RJ

 
Oficinas: "A Fala da Foto - A Casa da Cobra e a Fortaleza da Luz", com Guma e Allan da Rosa (Fortaleza - CE)
De 18/10 a 29/10, no Festival UFC de Cultura - 2010 – “CEARÁ, ÁFRICA, LUSOFONIA – ENCONTROS E DIÁLOGOS ALÉM-MAR"

 
Viver da Cultura - oficina de economia solidária da cultura (com Mateus SUBVERSO)
SAB - 16/10, das 09h às 17h - Instituto Cultural Pombas Urbanas - Av. dos Metalúrgicos, 2100 - Cid. Tiradentes - São Paulo / SP

 
Allan da Rosa em "Diálogos com o acervo do Museu afro Brasil" - Mesa de debate-papo com direções e educadoras de escolas que ativam gestos e perspectivas pra aplicação da lei 10.639/03
SAB – 16/10 , das 10hs às 13hs30 – no Museu AfroBrasil – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Parque do Ibirapuera, São Paulo/SP

 
Debate-papo de abertura da FLAP: com Binho, Allan da Rosa e Helena Ortiz

QUI - 07/10, às 20hs30 – No Sarau da Fundão – Rua Glenn, s/nº, Capão Redondo – SP/SP

 

Allan da Rosa entrevista o escritor do Djibouti, Abdourahman Waberi, no programa Entrelinhas
DOM - 26/09, às 21h30 - No Programa Entrelinhas - TV Cultura, Canal 02 em São Paulo

 

 
"Presença latino-ameFricana - ArteReflexão"
SABs - de 31/07 a 04/09 - sempre das 14h às 18h. No CDHEP: Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 180 (muito próximo ao Metrô Capão Redondo) - 5511-5073 - São Paulo/SP

 
Debate: “Erudito Popular”, com Allan da Rosa e Luiz Alberto de Abreu (dramaturgo, professor da Escola Livre de Teatro de Santo André, autor de 'Narradores de Javé').
Mediação de Daniel Piza (Caderno 2 – Jornal “O Estado de São Paulo”). Integrando a série “Radiografia Cultural: Periferia e Underground em SP”
TER – 31/08, das 19hs30 às 21hs30 – No Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro – SP/SP (às 18hs, antecedendo o debate, haverá apresentação da Orquestra Jazz Sinfônica de Diadema, acompanhada de Bocatto)

 
Allan da Rosa apresenta o escritor somáli Nuruddin Farah
DOM - 29/08, às 21h30 - No Programa Entrelinhas - TV Cultura, Canal 02 em São Paulo

 

Mês Edições Toró no SESC Campinas: Oficinas e Rodas de Leitura com Mateus Subverso, Guma e Allan da Rosa
QUA´s - 04,11,18 e 25/08, das 19hs30 às 21hs30 | SAB´s - 07,14,21 e 28/08, das 14hs às 18hs. No SESC Campinas: Rua Dom José I, 270/333 - Campinas/SP

 

Oficinas: "Imagem e Verbo", com Allan da Rosa
TER´s e QUA´s: 17 e 18/08 e 24 e 25/08, das 09hs às 11hs30. Pinacoteca do Estado de São Paulo: Praça da Luz, 02 - São Paulo/SP

 

Aula aberta e andante com Allan da Rosa, pelo acervo do Museu da Língua Portuguesa
TER – 24/08, das 14hs30 às 16hs30 – no Museu da Língua Portuguesa: Praça da Luz, s/nº -  SP/SP

 

Aula e debate-papo sobre as artes do verbo, com educadores do Fórum PraLer
DOM – 15/08, das 15hs45 às 17hs15 – na Biblioteca de São Paulo: Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Carandiru, Zona Norte, SP/SP

 

Elizandra Souza, Akins Kinte e Allan da Rosa apresentam suas versações no lançamento do CD “Universo Preto Paralelo”, de Ba Kimbuta
QUI - 05/08 às 19hs – Na Ação Educativa: Rua General Jardim, 660, Vila Buarque, SP/SP


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